IMPORTANTE: Se sua relação comigo é profissional, ou seja, você paga por qualquer trabalho que eu faça pra você como pagar pelas aulas, pagar por consultoria em TI, esse texto não é pra você. Pois você além de amigo é cliente. Se você é cliente, é minha namorada ou alguém da minha família, esse texto NÃO É PRA VOCÊ.
Caros amigos. Julho de 2009 era pra ser umas férias normais para mim, descanso, um pouco de diversão e estudos. Porém eu tive uma "revelação" que me mostrou que estou jogando a minha vida fora pelos outros e não estou reservando nenhum momento para mim e para minha própria diversão. Quem me conhece sabe como sempre foi minha rotina, e que eu já cheguei a dar aulas gratuitas de manha, a tarde e a noite. Sempre ajudei todo mundo que precisava e até oferecia minha ajuda quando via um desconhecido com dificuldades.
O fundo do poço foi ser procurado para ajudar uma pessoa a responder 80 questões espalhadas em 4 livros e não receber ajuda nem pra levar os livros pra casa. A pessoa simplesmente levantou, falou que estava com pressa pra ir ver a namorada, pegou seu carro e foi embora. E eu carregando os 4 livros pra casa pra responder as questões pra ele.
Além do mais, nas férias um acontecimento, que não tem necessidade de ser relatado aqui, foi a gota dágua e me mostrou que todo esse sacrifício não acrescentou nada a minha vida. Eu vivia "salvando" ou outros mas quando eu ia resolver meus problemas, eu estava sempre sozinho. Na verdade, em qualquer momento em que eu não estivesse ajudando alguém, eu estava sozinho.
Pois isso acabou. Alguns já devem ter notado que eu não atendo mais o telefone, e nunca mais voltei a ficar online no MSN. Se isso aconteceu com você eu sinto lhe informar, mas você realmente foi bloqueado.
Os motivos para entrar pra lista dos bloqueados é:
1 - Sacanear comigo toda a vez que tiver chance e depois vir pedir ajuda;
2 - Ligar ou conversar comigo apenas quando precisa de alguma coisa. Muitas pessoas faziam isso;
Regras:
1 - Se você sabe que vai precisar de minha ajuda, questione-se o que você pode fazer por mim antes. Amizade, assim como qualquer relacionamento, precisa ser uma via de mão dupla. É realmente nobre fazer o bem sem esperar retribuição, mas eu não sou santo, não tenho nenhuma intenção de ir para o céu e chega um momento em que você percebe que está vivendo apenas pelos outros.
2 - Se você sabe que vai precisar de minha ajuda, disfarce. Na verdade essa deveria ser a regra número 1. Todos os que foram bloqueados, no momento em que o telefone tocava ou a janelinha do MSN aparecia eu já sabia que a pessoa estava precisando de alguma coisa. É normal isso acontecer em um imprevisto, mas essas pessoas eram sempre assim, e tinha pessoas que eu conhecia a mais de 5 anos! Porra bicho! É muita falta de Cimancol! Disfarce, me chame pra um churrasco, uma sessão de filmes, um barzinho ou pelo menos me chame pra jogar conversa fora de vez em quando, contar piadas ou passar um video interessante.
3 - Se você sabe que vai precisar de minha ajuda, tente evitar me sacanear. Se você não tem desconfiômetro o suficiente para saber quando está passando dos limites faça o seguinte, toda a vez que for fazer algo que vá me afetar, pense se você gostaria que fizessem isso para você. Se você é tão burro que não sabe controlar esse limite, pelo menos pense no que você pode fazer por mim para compensar sua incapacidade mental.
4 - Amigos não dão ordens. Na verdade essa é a maneira mais fácil de me fazer sumir. Eu sou facilmente manipulavel mas nunca, repito, nunca me dê ordens. Eu vou fazer questão de desobedecê-las mesmo que inconscientemente. Fica a dica.
5 - Ser amigo não é ser grude. Grudar em mim sem seguir as regras acima não vai adiantar nada. Apenas vai ser mais chato que o normal. Se for mulher e só me ver como "irmão" é pior ainda. Logo, logo você vai perceber que estarei te evitando.
6 - Dizer o quanto eu sou inteligente não vai lhe garantir nenhum benefício. Como você já deve desconfiar, todo mundo já diz isso pra mim.
7 - Segurar vela não conta como programa divertido de final de semana.
8 - Ouvir as estorias de quantas garotas você conseguiu na ultima semana não é divertido.
9 - Tentar pregar pra mim e salvar minha alma não conta como ajuda. Afinal de contas, minha alma não tem mais salvação.
É isso aí. Se por acaso você leu as novas regras e se sentiu ofendido(a) sinta-se livre para nunca mais conversar comigo. É justo e não vai mudar nada na minha vida.
Se você não me conhece mas tem algum(a) amigo(a) nerd que sempre te ajuda, use essa regra para compensá-lo(a) pelas ajudas ou um dia você acabará sendo bloqueado no MSN também. Se você é um nerd e todos dependem de você sem retribuir, comece a impôr limites ou logo você estará vivendo para os outros.
Se você está na lista dos bloqueados e quer tirar satisfação comigo ou pelo menos conversar sobre isso, envie um email para subheaven.paulo@gmail.com ou me procure no Orkut.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Por que SubHeaven?
Como nascem os demônios
Eu nasci em uma família evangélica e sempre gostei de ser evangélico. Seguia Jesus como exemplo. Acho que uma das minhas características natas é essa: O desejo de ser um herói.Não sei se isso é qualidade ou defeito. Mas desde que me entendo por gente eu sempre adorava estorias e adorava me espelhar nos herois dessas estorias. Quadrinhos, seriados de TV e até mesmo a Bíblia.
Tinha tudo para ser um futuro pregador. Eu ouvia as pregações na igreja sobre como deveria ser um verdadeiro "filho de deus", como deveria ser um luz na escuridão do mundo, como deveria, apenas com seu exemplo de vida, tocar os corações das pessoas. Eu queria ser esse tipo de pessoa. Eu queria ser um heroi, e estava disposto a fazer o melhor de mim para ser um exemplo.
Porém... Eu tinha nascido em uma família muito pobre, meu pai nos espancava por qualquer coisa, minha mãe parece ter 11 anos até hoje. Eu também não nasci nenhum Brad Pitt, muito pelo contrário, eu era muito abaixo da média. Isso também não ajudava em nada. A única coisa que eu tinha e ainda tenho de bom é a facilidade em apreder e ensinar coisas, mas por algum motivo oculto ninguém nunca deu valor pra isso, apenas eu mesmo.
Aos 8 anos eu conheci um olhar de desprezo pela primeira vez. Era uma garota da minha rua. Alguém brincou com ela perguntando o porque dela não namorar comigo e ela disse "Eu? namorar um menino feio desse?". ^_^
Na minha adolescência eu vi que era realmente sempre rejeitado pelas outras garotas. sempre que inventavam uma votação do mais bonito da classe também inventavam o de mais feio apenas para caçoarem de mim. Nessa época eu comecei a me questionar do porquê de eu ser assim, e porque todo mundo a minha volta eram aceitos pelos outros e eu não.
Apesar de tudo eu continuava sonhando e tentando ser o melhor possivel. Eu achava que as rejeições existiam porque eu ainda não era perfeito, e acreditava que se fosse perfeito como os herois das estorias que lia, eu seria aceito pelas pessoas. Mas nada adiantava, eu continuava sendo rejeitado, continuava sendo o patinho feio, continuava pobre, continuava sendo um ninguem. Minha auto-estima foi pro chão nessa época e passei a acreditar que ninguém se importava comigo. Eu ja era bom nos estudos e jamais tive problemas em ser o 1º lugar na escola inteira, mas inteligência na pré-escola e no ensino básico é uma maldição e não uma benção. Eu chorava a noite por estar apaixonado por alguma menina da escola e vê-la me tratar com tanto desprezo como as outras crianças. Eu pedia a Deus para ele me mudar mas nada adiantava. foi nessa época que eu pensei em ler toda a bíblia, para tentar descobrir o que eu estava fazendo errado para ser tão agredido daquele jeito. Eu então cheguei a duas conclusões possíveis: Ou eu estava sendo provado ou eu não tinha fé suficiente. Comecei a tentar entender o que era fé, ao mesmo tempo que tentava aceitar tudo como uma grande provação. Como os proprios evangélicos dizem, resolvi deixar nas mãos de Deus.
Eu continuei levando a minha vida da melhor maneira possível até os meus 14 anos quando minha mãe se separou do meu pai. Ela nunca esteve preparada pra cuidar de uma família sozinha e meu pai negava qualquer ajuda, então o nível de vida decaiu bastante, eu tive que parar de estudar e procurar emprego. Nos mudamos para outra cidade onde ficava a sede da igreja que frequentávamos, a Igreja Batista, onde também eu tinha feito um curso de estudo bíblicos aos 12 anos, todos os outros alunos era adultos e eu fui o único a tirar nota máxima. O máximo que o pastor da igreja que frequentávamos conseguiu de emprego pra nos ajudar alguns bicos para carpir plantações e carregar madeira pra construções da igreja. Mesmo com alguém formado em direito, que conhecia a minha família, que já tinha me abrigado na casa dele quando fizera o curso antes, só conseguia um emprego para os quais eu não estava preparado e cujo salário mal ajudava a pagar a comida. Minha família abandonou a igreja mas eu continuei frequentando, afinal de contas, eu tinha que passar pelas provações. Nós sempre nos mudávamos, pois minha mãe não consegui pagar o aluguel e sempre tínhamos que mudar. Já teve noites de termos que dormir na rua mesmo pois não tinha pra onde ir. Mas sempre que arranjávamos uma casa eu procurava a igreja mais próxima e passava a frequentar.
Não tínhamos onde morar, nem o que vestir e quase não tínhamos o que comer. Mas mesmo assim eu pedia a Deus para que ele ajudasse a minha família ou pelo menos me revelasse o porquê de tanta provação. Implorava a noite por um pouco de alívio, chorava, explicava pra Deus que não precisava tirar minha missão, mas que apenas me desse um pouco de alívio, me desse uma chance para ter um emprego fixo e descente.
Como não fui atendido eu continuava a tentar imaginar o que havia de errado comigo. Comecei imaginar que fosse o tipo de pedido. Então comecei a pedir pra que Deus apenas me desse uma chance mínima, o resto poderia ser comigo, se eu falhasse eu aceitaria meu destino. Nada de respostas.
Resolvi então pedir pra que Deus livrasse pelo menos minha mãe e meus irmãos daquela vida. De novo nenhuma resposta.
Comecei então a duvidar do amor de Deus, mas sem Deus a minha vida estaria perdida. Então continuei pedindo uma chance pra Deus, uma change de voltar a estudar, uma chance de usar o que sabia fazer.
Passei a me dedicar a estudar mais coisas, frequentar bibliotecas, pegar revistas sobre informática (Sempre fui apaixonado por computadores) e estudar.
Mas a minha vida continuava da mesma maneira.
No fim da minha adolescência a coisa complicou, passar a infância se escondendo das pessoas e fingindo que não precisa ter vida social é fácil, mas aos 17 anos não.
Eu pedi pra Deus para que ele me matasse. Não aguentava mais viver daquele jeito. Mas como sempre, nenhuma resposta, pedi pra pelo menos ele me dizer o porquê daquilo tudo. Nada de novo.
Quando completei 18 anos eu estava desesperado. Não tinha nenhuma perspectiva de vida, não tinha vida, não tinha profissão, não tinha passado, não tinha ninguem para estar do meu lado. Eu era um nada, a minha vida não valia nada.
Eu repassei toda a minha vida procurando por uma lógica, pois na Bíblia dizia que nem mesmo uma folha caia de uma árvore sem que Deus deixasse. Mas então qual era o motivo de minha vida ser tão desgraçada daquele jeito? Eu não ganhei nada com aquilo, Deus não ganhou nada com aquilo, a causa cristã não tinha ganhado nada com aquilo, eu não tinha aprendido nada com aquilo, apenas tinha deixado de aprender e não tinha nenhuma esperança no meu futuro. Nesse momento eu percebi que Deus não me amava.
Eu até lembrei e pesquisei sobre a vida de Jó, pois eu tinha sido escolhido para ser um novo Jó. Mas enquanto o primeiro tinha tido uma boa vida antes e depois da provação, eu nem sabia o que era ter uma vida como o das pessoas a minha volta. Só tinha conhecido o desprezo, a ignorância, a dor, a solidão.
Nada fazia sentido. Como é que o deus de amor tinha deixado a minha vida virar aquilo?
Eu pensei em me matar. Mas eu não queria morrer, eu queria viver, queria trabalhar com computadores, queria ter uma família, queria estudar. queria ser como todo mundo. Mas só me restava morrer. Viver era pior do que qualquer pesadelo, respirar doia mais do que o fogo.
Até que tive uma idéia. Já que Deus não se importava comigo, o diabo talvez sim. Junto com ensinamento sobre Deus e Jesus eu sempre ouvi as estórias sobre o diabo e sobre como ele poderia atender seus desejos em troca de sua alma.
Então resolvi tentar entrar em contato com o dito cujo. Mas foi a mesma coisa de Deus. Nenhum sinal, nenhuma resposta, nenhuma mudança. Conheci várias pessoas que diziam saber entrar em contato mas que sempre sumiam quando eu pedia pra me mostrarem. Até comprei um livro de São Cipriano. Mas tudo o que vi foram bobagens. Tentei fazer um ritual de um livro da tal magia branca e dois dos mais simples do livro de São Cipriano. Nenhum surtiu efeito.
O cômico nesse período, foi que a minha família que tinha abandonado a igreja voltou a frequenta-la e são evangélicos até hojes, com direito a cursos para lideres de jovens e tudo.
Eu andava com simbolos satãnicos e camisetas xingando a Deus, para ver se alguém respondia as minhas dúvidas ou se um dos dois apareciam. Só queria a manifestação de algum dos dois pra eu bolar algum jeito de mudar a minha vida. Mas nada. Nem Deus, nem diabo, nem espiritos, nem sonhos, nem alucinações, nem vozes. Nada de sobrenatural aconteceu ou acontecia na minha vida.
Foi aí que percebi a coisa mais óbvia de todas.
Não existiam Deus e nem diabo e eu tinha feito papel de palhaço a vida inteira acreditando nessas bobagens. Eu só tinha tido muito azar quando nasci. Apenas isso e nada mais.
O mundo é aleatório. Ser vai acontecer alguma coisa boa ou ruim com você não tem nada a ver com Deus, encarnação, espiritos, desenvolvimento espiritual, carma ou qualquer bobagem sobrenatural. Você pode blasfemar contra Deus de manhã e ser promovido a tarde, ou pode fazer jejum a manhã inteira e perder o emprego a tarde. Mas isso são coisas de um mundo físico e imprevisível.
Isso explicaria toda a minha vida de ilusões sem deixar nenhuma dúvida.
Então me declarei Ateu e toquei a minha vida. Mas debatendo com amigos e familiares eu percebi que eu não tinha provas de que Deus não existia. Lembrei também que a ciência não tinha respostas pra tudo. De certa forma, deus pode realmente existir, ele pode ser uma pedra, um cachorro, uma arvore, um amigo imaginário qualquer.
Então me tornei cético. Talvez Deus até exista, mas ele não serve pra mim, não tem utilidade.
Depois disso conheci outros céticos, conheci ateus, pseudos-bruxos (Sempre que eu pedia pra me mostrarem um ritual ele arranjavam uma desculpa e mudavam de conversa) e muitos outros.
Eu só conseguia emprego se fosse de servente de pedreiro ou lixador de móveis (Profissões que não têm uma perspectiva de carreira muito animadora) mas continuava a estudar e me preparar pra um dia ter alguma chance.
A mãe de um amigo ateu acabou me incentivando e até ajudando financeiramente a terminar o ensino fundamental e o médio.
Depois um outro amigo que odeia evangelicos conseguiu um emprego como digitador em um supermercado. Era meu primeiro emprego onde meus conhecimentos seria colocados em prática. Entrei como auxiliar, um ano depois era encarregado e mais um ano depois programador. Hoje, mais um ano depois, estou fazendo faculdade.
Hoje eu tenho uma carreira, estou 10 anos atrasado mas pelo menos tenho um futuro. Coisas que consegui sem Deus nenhum, sem energizar meus chackras, sem mentalizações, sem orações. Apenas estudo, trabalho e oportunidades.
Estou fazendo faculdade, e consegui isso sem Deus nenhum também.
Qual a minha relação com toda essa estoria sobrenatural?
Eu cresci acreditando nisso, então no fundo, eu ainda queria que existisse deus, fim do mundo, espiritos e tal. Apesar de não acreditar eu estou disposto participar de qualquer "teste" que geralmente me propõe, ja fui e diversos acampamentos religiosos (Tanto evangélicos, quanto católicos). Ainda gosto de ler livros ou assitir filmes sobre alienigenas (Não acredito neles também. Pode existir vida em outros planetas? Podem. você acredita que tem alienigenas nascendo na Terra, entrando em contato com pessoas "evoluidas" e passeando por ai com discos voadores? Definitivamente não).
Algo me chama pra esse lado espiritual. Ainda não sei o que é. Talvez um dia eu tenha que voltar a acreditar. Talvez eu tenha que conseguir a prova definitiva de que tudo não passa de uma grande bobagem imaginária, ou talvez eu seja a encarnação do Estrela da Manha na Terra. Essa resposta ainda não tenho, como isso não me atrapalha na minha guerra pessoal (Deixar minha vida do jeito que eu quero) eu apenas aproveito essa busca como um descanso do resto da batalha.
Também me interesso sobre essa estoria toda de revolução mundial como as estorias sobre a mudança de nivel da Terra até 2012. Mas meu interesse é apenas pela parte prática dessa estória. Exemplo: A teoria dos Índigos diz que eles estão encarnando na Terra para ajudar as pessoas a fazerem sua evolução para um mundo melhor. Mas como essa ajuda é feita? é trabalho prático ou apenas mentalizações? Esses supostos humanos evoluidos realmente mantém uma postura íntegra e fazem suas escolhas baseadas nessa melhoria da vida na Terra ou apenas entram em fóruns e comunidades de Índigos para trocar figurinhas e continuam destruindo o planeta e se entregando aos vícios como o resto da humanidade? (Ainda vou fazer um post sobre essa postura hipócrita que é muito comum no dia de hoje).
Quem sou eu hoje?
Sou um cético. Duvido de tudo e coloco tudo a prova, até mesmo o que eu digo é testado de tempos em tempos (Estou em uma dessas fases de colocar todas as minhas teorias à prova). Minha vida esta prestes a ficar do jeito que eu a quero. Provavelmente eu já tenho as respostas que procurava. Agora só falta coloca-los na prática.
Por que estou aqui nesse fórum?
Para refinar meu conhecimento sobre o mundo e colocar meu modo de ver o mundo a prova.
Ninguem fica melhor escondendo-se debaixo da cama. Ninguem encontra respostas se não as procurar e ninguem vence uma guerra sem sair para o campo de batalha. Eu preciso saber se estou certo, preciso saber se estou esquecendo de levar em consideração algum detalhe. Essa postura "umbralina" serve para fazer isso, provocar, debater, ser confrontado e desafiado. Foi assim que obtive minhas respostas e não vai ser tocando harpa em uma igreja que vou terminar meu projeto.
O que você pretende pro futuro?
O mundo social é controlado por beleza e dinheiro e não tenho nenhum dos dois. O Projeto Gênesis é eu "comprar" beleza. Simples assim. Com isso passo a ser considerado um humano normal pelas outras pessoas, e consequentemente provo que eu não preciso de deus pra nada.
Eu nasci em uma família evangélica e sempre gostei de ser evangélico. Seguia Jesus como exemplo. Acho que uma das minhas características natas é essa: O desejo de ser um herói.Não sei se isso é qualidade ou defeito. Mas desde que me entendo por gente eu sempre adorava estorias e adorava me espelhar nos herois dessas estorias. Quadrinhos, seriados de TV e até mesmo a Bíblia.
Tinha tudo para ser um futuro pregador. Eu ouvia as pregações na igreja sobre como deveria ser um verdadeiro "filho de deus", como deveria ser um luz na escuridão do mundo, como deveria, apenas com seu exemplo de vida, tocar os corações das pessoas. Eu queria ser esse tipo de pessoa. Eu queria ser um heroi, e estava disposto a fazer o melhor de mim para ser um exemplo.
Porém... Eu tinha nascido em uma família muito pobre, meu pai nos espancava por qualquer coisa, minha mãe parece ter 11 anos até hoje. Eu também não nasci nenhum Brad Pitt, muito pelo contrário, eu era muito abaixo da média. Isso também não ajudava em nada. A única coisa que eu tinha e ainda tenho de bom é a facilidade em apreder e ensinar coisas, mas por algum motivo oculto ninguém nunca deu valor pra isso, apenas eu mesmo.
Aos 8 anos eu conheci um olhar de desprezo pela primeira vez. Era uma garota da minha rua. Alguém brincou com ela perguntando o porque dela não namorar comigo e ela disse "Eu? namorar um menino feio desse?". ^_^
Na minha adolescência eu vi que era realmente sempre rejeitado pelas outras garotas. sempre que inventavam uma votação do mais bonito da classe também inventavam o de mais feio apenas para caçoarem de mim. Nessa época eu comecei a me questionar do porquê de eu ser assim, e porque todo mundo a minha volta eram aceitos pelos outros e eu não.
Apesar de tudo eu continuava sonhando e tentando ser o melhor possivel. Eu achava que as rejeições existiam porque eu ainda não era perfeito, e acreditava que se fosse perfeito como os herois das estorias que lia, eu seria aceito pelas pessoas. Mas nada adiantava, eu continuava sendo rejeitado, continuava sendo o patinho feio, continuava pobre, continuava sendo um ninguem. Minha auto-estima foi pro chão nessa época e passei a acreditar que ninguém se importava comigo. Eu ja era bom nos estudos e jamais tive problemas em ser o 1º lugar na escola inteira, mas inteligência na pré-escola e no ensino básico é uma maldição e não uma benção. Eu chorava a noite por estar apaixonado por alguma menina da escola e vê-la me tratar com tanto desprezo como as outras crianças. Eu pedia a Deus para ele me mudar mas nada adiantava. foi nessa época que eu pensei em ler toda a bíblia, para tentar descobrir o que eu estava fazendo errado para ser tão agredido daquele jeito. Eu então cheguei a duas conclusões possíveis: Ou eu estava sendo provado ou eu não tinha fé suficiente. Comecei a tentar entender o que era fé, ao mesmo tempo que tentava aceitar tudo como uma grande provação. Como os proprios evangélicos dizem, resolvi deixar nas mãos de Deus.
Eu continuei levando a minha vida da melhor maneira possível até os meus 14 anos quando minha mãe se separou do meu pai. Ela nunca esteve preparada pra cuidar de uma família sozinha e meu pai negava qualquer ajuda, então o nível de vida decaiu bastante, eu tive que parar de estudar e procurar emprego. Nos mudamos para outra cidade onde ficava a sede da igreja que frequentávamos, a Igreja Batista, onde também eu tinha feito um curso de estudo bíblicos aos 12 anos, todos os outros alunos era adultos e eu fui o único a tirar nota máxima. O máximo que o pastor da igreja que frequentávamos conseguiu de emprego pra nos ajudar alguns bicos para carpir plantações e carregar madeira pra construções da igreja. Mesmo com alguém formado em direito, que conhecia a minha família, que já tinha me abrigado na casa dele quando fizera o curso antes, só conseguia um emprego para os quais eu não estava preparado e cujo salário mal ajudava a pagar a comida. Minha família abandonou a igreja mas eu continuei frequentando, afinal de contas, eu tinha que passar pelas provações. Nós sempre nos mudávamos, pois minha mãe não consegui pagar o aluguel e sempre tínhamos que mudar. Já teve noites de termos que dormir na rua mesmo pois não tinha pra onde ir. Mas sempre que arranjávamos uma casa eu procurava a igreja mais próxima e passava a frequentar.
Não tínhamos onde morar, nem o que vestir e quase não tínhamos o que comer. Mas mesmo assim eu pedia a Deus para que ele ajudasse a minha família ou pelo menos me revelasse o porquê de tanta provação. Implorava a noite por um pouco de alívio, chorava, explicava pra Deus que não precisava tirar minha missão, mas que apenas me desse um pouco de alívio, me desse uma chance para ter um emprego fixo e descente.
Como não fui atendido eu continuava a tentar imaginar o que havia de errado comigo. Comecei imaginar que fosse o tipo de pedido. Então comecei a pedir pra que Deus apenas me desse uma chance mínima, o resto poderia ser comigo, se eu falhasse eu aceitaria meu destino. Nada de respostas.
Resolvi então pedir pra que Deus livrasse pelo menos minha mãe e meus irmãos daquela vida. De novo nenhuma resposta.
Comecei então a duvidar do amor de Deus, mas sem Deus a minha vida estaria perdida. Então continuei pedindo uma chance pra Deus, uma change de voltar a estudar, uma chance de usar o que sabia fazer.
Passei a me dedicar a estudar mais coisas, frequentar bibliotecas, pegar revistas sobre informática (Sempre fui apaixonado por computadores) e estudar.
Mas a minha vida continuava da mesma maneira.
No fim da minha adolescência a coisa complicou, passar a infância se escondendo das pessoas e fingindo que não precisa ter vida social é fácil, mas aos 17 anos não.
Eu pedi pra Deus para que ele me matasse. Não aguentava mais viver daquele jeito. Mas como sempre, nenhuma resposta, pedi pra pelo menos ele me dizer o porquê daquilo tudo. Nada de novo.
Quando completei 18 anos eu estava desesperado. Não tinha nenhuma perspectiva de vida, não tinha vida, não tinha profissão, não tinha passado, não tinha ninguem para estar do meu lado. Eu era um nada, a minha vida não valia nada.
Eu repassei toda a minha vida procurando por uma lógica, pois na Bíblia dizia que nem mesmo uma folha caia de uma árvore sem que Deus deixasse. Mas então qual era o motivo de minha vida ser tão desgraçada daquele jeito? Eu não ganhei nada com aquilo, Deus não ganhou nada com aquilo, a causa cristã não tinha ganhado nada com aquilo, eu não tinha aprendido nada com aquilo, apenas tinha deixado de aprender e não tinha nenhuma esperança no meu futuro. Nesse momento eu percebi que Deus não me amava.
Eu até lembrei e pesquisei sobre a vida de Jó, pois eu tinha sido escolhido para ser um novo Jó. Mas enquanto o primeiro tinha tido uma boa vida antes e depois da provação, eu nem sabia o que era ter uma vida como o das pessoas a minha volta. Só tinha conhecido o desprezo, a ignorância, a dor, a solidão.
Nada fazia sentido. Como é que o deus de amor tinha deixado a minha vida virar aquilo?
Eu pensei em me matar. Mas eu não queria morrer, eu queria viver, queria trabalhar com computadores, queria ter uma família, queria estudar. queria ser como todo mundo. Mas só me restava morrer. Viver era pior do que qualquer pesadelo, respirar doia mais do que o fogo.
Até que tive uma idéia. Já que Deus não se importava comigo, o diabo talvez sim. Junto com ensinamento sobre Deus e Jesus eu sempre ouvi as estórias sobre o diabo e sobre como ele poderia atender seus desejos em troca de sua alma.
Então resolvi tentar entrar em contato com o dito cujo. Mas foi a mesma coisa de Deus. Nenhum sinal, nenhuma resposta, nenhuma mudança. Conheci várias pessoas que diziam saber entrar em contato mas que sempre sumiam quando eu pedia pra me mostrarem. Até comprei um livro de São Cipriano. Mas tudo o que vi foram bobagens. Tentei fazer um ritual de um livro da tal magia branca e dois dos mais simples do livro de São Cipriano. Nenhum surtiu efeito.
O cômico nesse período, foi que a minha família que tinha abandonado a igreja voltou a frequenta-la e são evangélicos até hojes, com direito a cursos para lideres de jovens e tudo.
Eu andava com simbolos satãnicos e camisetas xingando a Deus, para ver se alguém respondia as minhas dúvidas ou se um dos dois apareciam. Só queria a manifestação de algum dos dois pra eu bolar algum jeito de mudar a minha vida. Mas nada. Nem Deus, nem diabo, nem espiritos, nem sonhos, nem alucinações, nem vozes. Nada de sobrenatural aconteceu ou acontecia na minha vida.
Foi aí que percebi a coisa mais óbvia de todas.
Não existiam Deus e nem diabo e eu tinha feito papel de palhaço a vida inteira acreditando nessas bobagens. Eu só tinha tido muito azar quando nasci. Apenas isso e nada mais.
O mundo é aleatório. Ser vai acontecer alguma coisa boa ou ruim com você não tem nada a ver com Deus, encarnação, espiritos, desenvolvimento espiritual, carma ou qualquer bobagem sobrenatural. Você pode blasfemar contra Deus de manhã e ser promovido a tarde, ou pode fazer jejum a manhã inteira e perder o emprego a tarde. Mas isso são coisas de um mundo físico e imprevisível.
Isso explicaria toda a minha vida de ilusões sem deixar nenhuma dúvida.
Então me declarei Ateu e toquei a minha vida. Mas debatendo com amigos e familiares eu percebi que eu não tinha provas de que Deus não existia. Lembrei também que a ciência não tinha respostas pra tudo. De certa forma, deus pode realmente existir, ele pode ser uma pedra, um cachorro, uma arvore, um amigo imaginário qualquer.
Então me tornei cético. Talvez Deus até exista, mas ele não serve pra mim, não tem utilidade.
Depois disso conheci outros céticos, conheci ateus, pseudos-bruxos (Sempre que eu pedia pra me mostrarem um ritual ele arranjavam uma desculpa e mudavam de conversa) e muitos outros.
Eu só conseguia emprego se fosse de servente de pedreiro ou lixador de móveis (Profissões que não têm uma perspectiva de carreira muito animadora) mas continuava a estudar e me preparar pra um dia ter alguma chance.
A mãe de um amigo ateu acabou me incentivando e até ajudando financeiramente a terminar o ensino fundamental e o médio.
Depois um outro amigo que odeia evangelicos conseguiu um emprego como digitador em um supermercado. Era meu primeiro emprego onde meus conhecimentos seria colocados em prática. Entrei como auxiliar, um ano depois era encarregado e mais um ano depois programador. Hoje, mais um ano depois, estou fazendo faculdade.
Hoje eu tenho uma carreira, estou 10 anos atrasado mas pelo menos tenho um futuro. Coisas que consegui sem Deus nenhum, sem energizar meus chackras, sem mentalizações, sem orações. Apenas estudo, trabalho e oportunidades.
Estou fazendo faculdade, e consegui isso sem Deus nenhum também.
Qual a minha relação com toda essa estoria sobrenatural?
Eu cresci acreditando nisso, então no fundo, eu ainda queria que existisse deus, fim do mundo, espiritos e tal. Apesar de não acreditar eu estou disposto participar de qualquer "teste" que geralmente me propõe, ja fui e diversos acampamentos religiosos (Tanto evangélicos, quanto católicos). Ainda gosto de ler livros ou assitir filmes sobre alienigenas (Não acredito neles também. Pode existir vida em outros planetas? Podem. você acredita que tem alienigenas nascendo na Terra, entrando em contato com pessoas "evoluidas" e passeando por ai com discos voadores? Definitivamente não).
Algo me chama pra esse lado espiritual. Ainda não sei o que é. Talvez um dia eu tenha que voltar a acreditar. Talvez eu tenha que conseguir a prova definitiva de que tudo não passa de uma grande bobagem imaginária, ou talvez eu seja a encarnação do Estrela da Manha na Terra. Essa resposta ainda não tenho, como isso não me atrapalha na minha guerra pessoal (Deixar minha vida do jeito que eu quero) eu apenas aproveito essa busca como um descanso do resto da batalha.
Também me interesso sobre essa estoria toda de revolução mundial como as estorias sobre a mudança de nivel da Terra até 2012. Mas meu interesse é apenas pela parte prática dessa estória. Exemplo: A teoria dos Índigos diz que eles estão encarnando na Terra para ajudar as pessoas a fazerem sua evolução para um mundo melhor. Mas como essa ajuda é feita? é trabalho prático ou apenas mentalizações? Esses supostos humanos evoluidos realmente mantém uma postura íntegra e fazem suas escolhas baseadas nessa melhoria da vida na Terra ou apenas entram em fóruns e comunidades de Índigos para trocar figurinhas e continuam destruindo o planeta e se entregando aos vícios como o resto da humanidade? (Ainda vou fazer um post sobre essa postura hipócrita que é muito comum no dia de hoje).
Quem sou eu hoje?
Sou um cético. Duvido de tudo e coloco tudo a prova, até mesmo o que eu digo é testado de tempos em tempos (Estou em uma dessas fases de colocar todas as minhas teorias à prova). Minha vida esta prestes a ficar do jeito que eu a quero. Provavelmente eu já tenho as respostas que procurava. Agora só falta coloca-los na prática.
Por que estou aqui nesse fórum?
Para refinar meu conhecimento sobre o mundo e colocar meu modo de ver o mundo a prova.
Ninguem fica melhor escondendo-se debaixo da cama. Ninguem encontra respostas se não as procurar e ninguem vence uma guerra sem sair para o campo de batalha. Eu preciso saber se estou certo, preciso saber se estou esquecendo de levar em consideração algum detalhe. Essa postura "umbralina" serve para fazer isso, provocar, debater, ser confrontado e desafiado. Foi assim que obtive minhas respostas e não vai ser tocando harpa em uma igreja que vou terminar meu projeto.
O que você pretende pro futuro?
O mundo social é controlado por beleza e dinheiro e não tenho nenhum dos dois. O Projeto Gênesis é eu "comprar" beleza. Simples assim. Com isso passo a ser considerado um humano normal pelas outras pessoas, e consequentemente provo que eu não preciso de deus pra nada.
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